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Responsabilidade Civil Médica em 2026: o que muda, onde estão os maiores riscos e como proteger sua clínica antes que o problema apareça

  • Foto do escritor: Leonardo Gutierrez Alves
    Leonardo Gutierrez Alves
  • 26 de nov. de 2025
  • 4 min de leitura

Atualizado: 27 de nov. de 2025

Olá, sou Leonardo Gutierrez Alves, advogado há mais de 20 anos atuando na área da saúde com médicos, dentistas, clínicas e hospitais em todo o Brasil e Victor Cartes, advogado há 8 anos, especialista em planejamento patrimonial para médico. Todos os dias atendemos profissionais que têm uma coisa em comum: só procuram ajuda jurídica depois que o problema já explodiu.


Responsabilidade Civil Médica em 2026

E nas áreas de Responsabilidade Civil Médica em 2026, isso costuma significar três coisas:

📌 processo judicial

📌 pedido de indenização alto

📌 abalo de reputação pessoal ou da clínica

 

O que muita gente não percebe é que 2026 chega trazendo novas regras, novas interpretações e muito mais rigor em temas que envolvem prontuário, consentimento informado, publicidade médica, responsabilidade das clínicas e uso de inteligência artificial na saúde.

A boa notícia? Com prevenção estruturada, é possível reduzir processos, evitar indenizações milionárias e blindar sua atuação de forma totalmente segura.

 

O que realmente teremos de novidade (e por que médicos e clínicas precisam agir agora)

1. Prontuário eletrônico e rastreabilidade de decisões clínicas

 

A ANS e o CFM estão reforçando a exigência de registro completo, rastreável e auditável.

Prontuário incompleto é hoje a maior causa de condenações já que o direito do consumidor prevê que o ônus da prova é do prestador de serviço.

 

Assim, deixar de registrar condutas, dúvidas diagnósticas, recusas do paciente ou procedimentos poderá será entendido como falha de serviço, mesmo sem dano comprovado, até com base na Lei Geral de Proteção de Dados.

 

2. Consentimento informado insuficiente passa a ser considerado “negligência formal”

 

A jurisprudência vem consolidando que termos genéricos não bastam.

Desse modo, tribunais passam a analisar:

✔ linguagem adequada ao paciente

✔ explicação de riscos personalizados

✔ assinatura eletrônica válida

✔ registro de conversa

 

Clínicas que usam modelos prontos da internet tendem a ser responsabilizadas por omissão de informação.

 

3. Cresce a responsabilização solidária das clínicas e hospitais

 

Mesmo quando o profissional age corretamente, a clínica pode responder junto se houver:


  • falha administrativa

  • protocolo deficiente

  • erro de comunicação entre setores

  • ausência de checagem prévia

 

Ou seja: não é mais apenas o médico que está na linha de frente a estrutura inteira responde, lembrando que a responsabilidade do hospital ou clínica é objetiva (independe de culpa) e do profissional liberal é subjetiva (depende de culpa).

 

4. Risco ampliado pela publicidade médica e redes sociais

 

Stories, posts patrocinados, vídeos de antes e depois, promessas indiretas, depoimentos de pacientes…

Tudo isso está sendo usado como prova em processos indenizatórios, e em muitos casos, o conteúdo é interpretado como garantia de resultado.

 

Em 2026, o número de ações sobre publicidade médica deve crescer aproximadamente 22%, segundo projeções do setor.

 

5. Uso de inteligência artificial dentro da clínica

 

Ferramentas de triagem, interpretação de exames ou prontuário automatizado não isentam o profissional.

O médico continua responsável e deve demonstrar:


✔ revisão humana

✔ auditoria da recomendação da IA

✔ explicação ao paciente

✔ registro da decisão final

 

Os 4 pilares que mais reduzem risco jurídico e indenizações em 2026

 

Um bom programa de proteção jurídica une esses quatro pilares de acordo com o tipo de clínica, faturamento, área de atuação e nível de risco do procedimento.

 

1. Documentação impecável e personalizada

 

Atualização de prontuário, termos de consentimento para cada tipo de procedimento, registro de recusas e orientações.

 

Clínicas que adotam esse pilar reduzem entre 60% e 80% a chance de condenação.

 

2. Protocolos operacionais claros (e realmente seguidos)

 

Não adianta ter documento bonito na gaveta.

Os protocolos precisam refletir a prática real:

 

  • pré-atendimento

  • conferência de exames

  • comunicação com familiares

  • alta médica

  • continuidade do tratamento

 

Isso reduz a alegação de falha de serviço, responsável por grande parte das condenações.

 

3. Compliance médico-hospitalar com foco em responsabilidade civil

 

Aqui entram:

✔ política de dados (LGPD aplicada à saúde)

✔ política de imagem do paciente

✔ política de publicidade médica

✔ política de uso de IA

✔ treinamento dos colaboradores

 

Clínicas com compliance estruturado são vistas com melhor credibilidade pelos tribunais.

 

4. Assessoria jurídica contínua e não apenas quando o processo chega

 

Não existe fórmula mágica e sim existe método.

E ele sempre começa antes do problema existir.

 

Médicos brilhantes, clínicas bem estruturadas e hospitais respeitados ainda perdem ações porque ninguém mapeou vulnerabilidades antes:

 

  • falta de termo adequado

  • ausência de registro

  • falha no atendimento inicial

  • comunicação imprecisa

  • equipe sem treinamento jurídico mínimo

 

Com acompanhamento preventivo, muitos casos deixam até de virar processo.

 

O que fazer agora?

 

Se você é médico, dentista, gestor de clínica, laboratório ou hospital, e quer entender quais são os pontos de maior risco jurídico no seu atendimento, faça uma análise preventiva conosco.

 

Em pouco tempo, avaliamos:

• documentos atuais

• protocolos

• fluxo de atendimento

• comunicação com pacientes

• riscos operacionais

• pontos que podem gerar processos

• soluções práticas e específicas para sua realidade

 

E mostramos como reduzir drasticamente a exposição jurídica da sua clínica já para 2026.

 

Porque quem cuida da saúde dos outros não pode ficar vulnerável juridicamente.

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