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Como um imóvel vai para leilão? Entenda os caminhos e como aproveitar oportunidades

  • Foto do escritor: Leonardo Gutierrez Alves
    Leonardo Gutierrez Alves
  • 10 de abr.
  • 7 min de leitura

Atualizado: 8 de jun.


Se você já se perguntou como um imóvel vai para leilão, saiba que esse processo segue regras bem definidas e entender isso pode ser o diferencial entre um bom investimento e um problema jurídico.


Importante destacar que o mercado de imóveis em leilão cresce cada vez mais no Brasil, principalmente por oferecer oportunidades com descontos que podem chegar a até 50% abaixo do valor de mercado. Mas antes de pensar em comprar, é essencial entender por que esses imóveis vão a leilão.


Como um imóvel vai para leilão?

Como um imóvel vai para leilão ? Quais são os tipos de leilão de imóveis?


Existem dois caminhos principais que levam um imóvel ao leilão: o leilão judicial e o leilão extrajudicial.


1. Leilão Judicial de Imóveis

O leilão judicial acontece quando há uma dívida reconhecida pela Justiça.

Isso pode incluir:

  • Dívidas de condomínio

  • IPTU atrasado

  • Processos trabalhistas

  • Dívidas cíveis em geral

Nesses casos, o juiz determina a penhora do imóvel e sua venda em leilão para quitar os débitos.

Ponto importante: esse tipo de leilão costuma exigir mais análise jurídica, pois pode envolver ocupação do imóvel ou recursos processuais.


2. Leilão Extrajudicial (o mais comum)

O leilão extrajudicial de imóveis é o mais frequente e também o mais procurado por investidores.

Ele ocorre quando:

  • O proprietário financia um imóvel com o banco

  • Deixa de pagar as parcelas

  • O banco retoma o bem (alienação fiduciária)

Após a retomada, a instituição financeira coloca o imóvel em leilão para recuperar o valor emprestado.

Vantagem: geralmente é um processo mais rápido e com menos burocracia do que o judicial.


Como um imóvel vai para leilão e Por que imóveis em leilão são mais baratos?

Em ambos os casos, o objetivo principal é liquidar o bem rapidamente.

Por isso, os imóveis são ofertados com valores reduzidos — criando excelentes oportunidades para quem entende o mercado.

É comum encontrar:

  • Descontos de 20% a 50%

  • Condições facilitadas de financiamento (principalmente em leilões de bancos)

  • Possibilidade de alto retorno no investimento


Vale a pena comprar imóvel em leilão?

Sim, mas com estratégia.

Antes de participar de um leilão, é fundamental:

  • Ler o edital com atenção

  • Verificar a situação do imóvel

  • Entender se há dívidas ou ocupantes

  • Analisar o tipo de leilão (judicial ou extrajudicial)

Regra de ouro: quanto mais você entende a origem do leilão, mais segura será sua arrematação.


Conclusão

Saber como um imóvel vai para leilão é o primeiro passo para entrar nesse mercado com inteligência.

Seja por dívida judicial ou inadimplência com o banco, cada tipo de leilão tem suas particularidades e dominar essas diferenças pode abrir portas para grandes oportunidades.

O mercado de leilões imobiliários pode ser altamente lucrativo para quem estuda e age com estratégia e está bem amparado por uma assessoria em leilões.


Perguntas e respostas frequentes (FAQ)


1. O que é um leilão judicial de imóveis e por que ele ocorre? 

Ocorre quando um imóvel é penhorado pela Justiça para ser vendido ao público, servindo o valor da venda para pagar os credores de uma pessoa que não cumpriu com uma obrigação. Esse tipo de leilão geralmente é originado por dívidas reconhecidas judicialmente, como dívidas de condomínio, IPTU atrasado e processos trabalhistas.


2. Como funciona o leilão extrajudicial e qual a sua principal causa? 

O leilão extrajudicial (frequentemente chamado de leilão de banco) ocorre fora do Poder Judiciário. Ele acontece, na maioria das vezes, quando o proprietário deixa de pagar as parcelas de um financiamento imobiliário e o banco retoma o bem utilizando o mecanismo da alienação fiduciária (Lei 9.514/97).


3. Quais são as principais diferenças práticas entre o leilão judicial e o extrajudicial? 

O leilão judicial é determinado e conduzido pelo Estado-juiz dentro de um processo de execução, regido pelo Código de Processo Civil. Já o leilão extrajudicial dispensa a intervenção judicial para a venda do bem, sendo um procedimento administrativo mais rápido, menos burocrático e menos custoso para o credor.


4. É possível comprar um imóvel de leilão utilizando financiamento bancário? 

Sim, é plenamente possível. Nos leilões extrajudiciais, como os da Caixa Econômica Federal, o arrematante pode financiar o imóvel pagando apenas 5% de entrada e financiando o restante em prazos longos. Nos leilões judiciais, o Código de Processo Civil também admite proposta de parcelamento com pelo menos 25% de entrada.


5. O arrematante herda as dívidas pessoais do antigo proprietário, como dívidas trabalhistas? 

Não. As dívidas pessoais do antigo devedor (como pensão alimentícia, processos cíveis ou dívidas trabalhistas) não são transferidas para o arrematante. O comprador adquire o bem livre desses passivos pessoais do antigo dono.


6. Quem deve pagar as dívidas de IPTU e condomínio de um imóvel leiloado? 

A responsabilidade sobre as dívidas do próprio imóvel (chamadas de obrigações propter rem) deve estar expressamente descrita no edital do leilão. Para o IPTU, o Superior Tribunal de Justiça (STJ - Tema 1.134) determinou que os débitos tributários anteriores à arrematação sub-rogam-se no preço, ou seja, são pagos com o próprio dinheiro do lance, isentando o arrematante. No caso do condomínio, a responsabilidade dependerá do que o edital estipular, podendo sobrar para o arrematante.


7. Qual a importância do edital no processo de leilão? 

O edital é o documento mais importante do leilão e funciona como a "regra do jogo". Nele constam todas as informações fundamentais: datas, preço mínimo, condições de pagamento, estado de ocupação, responsabilidades sobre débitos (IPTU e condomínio) e eventuais processos pendentes.


8. O que acontece se o imóvel arrematado estiver ocupado?

A desocupação demora muito? A ocupação é vista por investidores como uma oportunidade de desconto, e a desocupação não costuma ser interminável. No leilão judicial, solicita-se o mandado de imissão na posse diretamente no processo. No leilão extrajudicial, a Lei 9.514/97 prevê uma ação de desocupação com liminares rápidas, que exigem a saída do ocupante, geralmente, em até 60 dias. A maioria dos casos também pode ser resolvida rapidamente mediante um acordo amigável.


9. É obrigatório contratar um advogado para participar de um leilão? 

Embora qualquer pessoa possa dar um lance no site do leiloeiro, nos leilões judiciais é necessário ter um advogado com capacidade postulatória para realizar os trâmites legais após a arrematação, como pedir a imissão na posse, registrar a carta de arrematação e responder a eventuais recursos do devedor.


10. O que é considerado "preço vil" em um leilão judicial? 

Preço vil é um lance manifestamente inferior ao valor mínimo estipulado pelo juiz. Se o juiz não fixar um limite no edital, a lei determina que é considerado vil o lance inferior a 50% do valor de avaliação do imóvel.


11. Quais são os três tipos de imóveis de leilão que iniciantes devem evitar? 

Investidores iniciantes devem evitar comprar: 1) Direitos sobre o imóvel, onde não se compra a propriedade, mas assume-se a dívida do antigo devedor; 2) Fração ideal, onde se compra apenas uma parte do bem, tornando-se sócio de outra pessoa; e 3) Nua propriedade, em que o imóvel possui um usufrutuário que tem o direito de morar nele até o fim da vida.


12. Quais os custos extras que o investidor precisa calcular além do valor do lance? 

Para saber se a operação é viável, o investidor deve calcular o custo total incluindo: o valor do lance, a comissão do leiloeiro (geralmente 5%), o imposto de transmissão (ITBI), custos de escritura e registro no cartório, gastos com eventuais reformas, assessoria jurídica e dívidas atreladas ao imóvel previstas no edital.


13. Quando a arrematação de um imóvel em leilão é considerada definitiva? 

A arrematação é considerada perfeita, acabada e irretratável assim que o auto de arrematação for assinado pelo juiz, pelo arrematante e pelo leiloeiro.


14. Como o programa Minha Casa Minha Vida pode aumentar os lucros de quem compra em leilão? 

Investidores utilizam a estratégia do Flipping Imobiliário: arrematam um imóvel com deságio (40% a 50%), regularizam-no e o colocam à venda. Com as novas regras de teto e subsídios do Minha Casa Minha Vida, há uma base enorme de compradores com acesso a crédito facilitado, garantindo ao investidor uma revenda muito mais rápida (alta liquidez) do imóvel arrematado.


15. É possível utilizar o saldo do FGTS para comprar imóveis em leilão? 

Sim. O saldo do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) pode ser utilizado para adquirir imóveis em leilões, desde que o imóvel e o comprador cumpram os requisitos do programa habitacional, como, por exemplo, adquirir a propriedade na cidade onde o comprador mora ou trabalha.


16. O que é a Carta de Arrematação e qual a sua função? 

A carta de arrematação é o documento expedido pelo juiz após a resolução de todas as etapas do leilão e o pagamento do preço. Ela funciona como o título aquisitivo de propriedade e deve ser levada ao Cartório de Registro de Imóveis para transferir oficialmente o imóvel para o nome do arrematante.


17. Como descobrir se o imóvel está ocupado antes de arrematar, sem precisar viajar até ele? 

Uma estratégia prática e econômica é pedir que um motorista de aplicativo (Uber ou iFood) vá até o endereço, entregue um recado na caixa de correio e pergunte ao porteiro se há moradores. Também é possível descobrir a administradora do condomínio usando o CNPJ do prédio e telefonar para obter detalhes.


18. Por que a "Alienação Fiduciária" facilitou tanto o mercado de leilões? 

A alienação fiduciária atua como uma "supergarantia" para os bancos. Diferente da antiga hipoteca, nela o banco já possui a propriedade do imóvel (propriedade resolúvel). Se o devedor não pagar, o banco retoma o bem e o vende por meio de um leilão extrajudicial célere, sem precisar de um demorado processo na Justiça.


19. O que é o modelo de cotas para leilões imobiliários? 

O modelo de cotas é um formato em que um grupo de investidores une capital (Smart Money) para disputar imóveis de alto padrão ou ativos maiores (como prédios ou galpões). Esse modelo diminui a concorrência (pois poucos têm caixa para grandes operações sozinhos), dilui custos jurídicos e operacionais, e permite ao pequeno investidor diversificar riscos sob uma gestão profissional.


20. Qual a melhor rotina para conseguir arrematar um bom imóvel no prazo de 30 dias? 

Para agilizar o processo, o investidor deve seguir três passos: 1) Definir premissas (objetivo, capital disponível, tipo e localização); 2) Criar uma rotina diária de prospecção focada apenas nos leilões que acontecerão nos próximos 7 a 15 dias; e 3) Aplicar um funil rigoroso, analisando a viabilidade financeira e jurídica de dezenas de imóveis para participar apenas daqueles mais lucrativos.

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